A ESTRELA ENSINA! Justino brilha, Franclim dá aula ao mestre Artur Jorge e Fogão vence no Mineirão!

No reencontro mais simbólico do ano, o Aluno Franclim Carvalho superou o mestre Artur Jorge e a joia Justino decidiu para o Glorioso. Uma vitória com a alma do Botafogo!

Franclim Carvalho e Artur Jorge — Foto: Vítor Silva / Botafogo

A noite em que o aluno superou o mestre

Havia uma história a ser contada no Mineirão. Não era apenas mais um jogo. Era o reencontro. O Botafogo, nosso Glorioso, contra o Cruzeiro de Artur Jorge. E no nosso banco, o destino, em sua mais pura e alvinegra poesia, colocou Franclim Carvalho, o homem que por anos foi o braço direito do português. O resultado? Uma vitória por 1 a 0 que ecoa por todo o Brasil. Uma lição. Como o próprio Franclim disse, com a serenidade dos predestinados: “Era importante eu sair sorrindo”. E como sorrimos com você, professor!

Essa não foi uma vitória qualquer. Foi uma vitória com a cara do Botafogo. Suada, sofrida, na raça, na alma. Foi a vitória da mística da Estrela Solitária, que brilha mais forte nos momentos de maior provação. Artur Jorge, que um dia esteve do nosso lado, sentiu na pele o que é enfrentar a força de um time que se recusa a morrer. Hoje, ele vestia azul, mas a lição que aprendeu foi em preto e branco.

Nasce uma estrela: Justino, o herói improvável

E se o roteiro já era cinematográfico, o protagonista não poderia ser mais perfeito. Justino. Grave esse nome, torcedor alvinegro. Aos 20 anos, o garoto assumiu a responsabilidade de substituir Barboza e não sentiu o peso da camisa. Pelo contrário, a vestiu com a autoridade de um veterano. Foi dele, de cabeça, o gol que calou o Mineirão e nos deu os três pontos sagrados.

Aos 41 minutos do primeiro tempo, quando o Cruzeiro se achava dono do jogo, Alex Telles, com a precisão de um mestre, colocou a bola na área em cobrança de escanteio. Livre, como um anjo alvinegro, Justino subiu mais alto que todos e testou para o fundo da rede. Um gol para lavar a alma! Mas não foi só isso. Defensivamente, o jovem zagueiro foi um monstro, anulando Kaio Jorge e mostrando uma segurança que nos enche de esperança.

Publicidade

Muralha Alvinegra: a arte de saber sofrer

“Soubemos sofrer”. A frase de Franclim define a partida. O Cruzeiro teve a bola, pressionou, tentou de todas as formas. Mas esbarrou em uma muralha. Uma muralha chamada Botafogo. Como bem disse nosso guerreiro Alex Telles, é “difícil bater de frente” com este time. Somos uma equipe de guerreiros, que luta por cada centímetro do campo.

E no gol, mais uma vez, a segurança de Warleson. Em dois jogos como titular, dois jogos sem sofrer gols. O paredão alvinegro fez uma defesa crucial aos 18 minutos do segundo tempo em lance com Arroyo, garantindo que a pressão do adversário fosse apenas um susto. A solidez defensiva, que por vezes nos faltou, parece ter sido encontrada. Este é o caminho. É com essa entrega que se conquistam campeonatos.

O jogo, os sustos e o caminho dos guerreiros

O primeiro tempo começou com o time da casa tentando impor seu ritmo, mas o Glorioso não se intimidou. Respondemos rápido, com um chute venenoso de Montoro que exigiu grande defesa de Otávio, e com Arthur Cabral, fazendo o pivô e parando no goleiro adversário mais uma vez. Mostramos que não estávamos ali para nos defender.

Após o gol de Justino, soubemos administrar com inteligência. No segundo tempo, o cenário se repetiu: pressão deles, solidez nossa. Nos contra-ataques, quase não ampliamos, mas a melhor chance no fim do jogo foi nossa, com Jonathan Jesus cabeceando perto do travessão. No meio de tanta tensão, um detalhe curioso: a reclamação de Santi Rodríguez ao entrar em campo, questionando a comissão: “Vai me colocar faltando dez minutos?”. É a fome de jogo, a vontade de ajudar que move este elenco.

Agora, o Alvinegro terá 12 dias de descanso e preparação. Um respiro merecido para nossos guerreiros. O próximo compromisso é um clássico, contra o Fluminense, no dia 8 de agosto, no nosso templo, o Nilton Santos. Vale lembrar que o confronto com o Grêmio foi anulado. Que venham os próximos desafios. Com essa garra, com essa alma, com essa Estrela Solitária nos guiando, o Botafogo pode sonhar. E como pode!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.