MONTORO: Joia de R$175M completa 1 ano no Fogão com futuro em aberto

Nosso camisa 10, Álvaro Montoro, brilha, mas pode estar de saída. O Glorioso define o preço milionário pela joia argentina e a Europa está de olho.

Montoro em Independiente Petrolero x Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Um Ano de Brilho e Incerteza para o Nosso Camisa 10

No futebol, um ano pode parecer uma eternidade. Para a torcida alvinegra, os últimos doze meses com Álvaro Montoro em campo foram um sopro de genialidade, um vislumbre do que a mística da Estrela Solitária pode inspirar. Neste mês de junho, nosso camisa 10, o argentino de apenas 19 anos, completa seu primeiro ciclo vestindo o manto sagrado. Um ano de dribles, gols e a certeza de que temos um craque em General Severiano. Mas, como em toda grande história do Glorioso, o drama se faz presente: o futuro de Montoro é uma página em branco, e o mercado europeu bate à nossa porta com força.

A diretoria do Botafogo não esconde o jogo. Diante do talento óbvio e do assédio internacional, a venda do jovem maestro é uma possibilidade real na próxima janela de transferências, que abre no dia 20 de julho. O sentimento do povo do Fogão é um misto de orgulho e apreensão. Vimos esse menino chegar, assumir a 10 e nos dar alegrias, mas sabemos que o futebol moderno é implacável.

O Preço da Estrela: Fogão Define Valor Milionário

Quanto vale um sonho? Para a SAF do Botafogo, a resposta tem números bem definidos. A ideia do clube é negociar sua principal joia por um valor que oscila entre 25 e 30 milhões de euros. Na cotação atual, estamos falando de uma bolada entre R$ 146,3 milhões e R$ 175,6 milhões. Um valor que mudaria o patamar financeiro de qualquer clube no Brasil.

Fontes indicam que o staff de Montoro já está em conversas avançadas com clubes do Velho Continente. O Botafogo aguarda a formalização das propostas, acreditando que elas são inevitáveis. É a dura realidade: para continuarmos crescendo, talvez precisemos abrir mão do nosso maior talento. A torcida alvinegra fica de coração na mão, esperando os próximos capítulos desta novela.

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Uma Contratação Estratégica e uma Dívida Pendente

A chegada de Montoro não foi um acaso. Ele era um desejo antigo do clube, uma aposta alta em uma promessa do futebol argentino. O meia assinou um contrato de longa duração, até o final de 2029, o que, em tese, nos dá poder de barganha. Na época, foi anunciado como o primeiro grande reforço para a janela da Copa do Mundo de Clubes, mostrando a ambição do projeto.

A operação, no entanto, teve seu custo: 9 milhões de dólares foram destinados aos cofres do Vélez Sarsfield, seu clube formador. E aqui reside um ponto crucial da história: o Glorioso ainda possui um débito com os argentinos referente a essa transação. Uma venda milionária de Montoro não serviria apenas para encher os cofres, mas também para quitar pendências e fortalecer a saúde financeira da nossa SAF para o futuro.

A Montanha-Russa de Montoro no Glorioso

Ser jogador do Botafogo é viver em uma montanha-russa de emoções, e com Montoro não foi diferente. Em sua temporada de estreia, sob o comando de Davide Ancelotti, mesmo em período de adaptação, ele já mostrava seu cartão de visitas: foram 23 partidas, com quatro gols marcados e três assistências. Um começo promissor que encheu a torcida de esperança.

Já nesta temporada, os números mostram sua importância para o time: foram 29 jogos, sendo 23 como titular, com mais dois gols e três assistências. Sob a batuta de Martín Anselmi, no início do ano, ele viveu seu melhor momento, engatando uma sequência impressionante e participando diretamente de três gols em poucos jogos.

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Contudo, a oscilação do próprio time, que culminou na troca de comando, afetou nosso craque. Com a chegada de Franclim Carvalho, Montoro demorou a engrenar. Foi preciso paciência e trabalho duro. Mas o talento sempre fala mais alto. Na reta final antes da paralisação do campeonato, o argentino recuperou seu espaço e cravou uma sequência de cinco jogos consecutivos como titular, marcando um gol sob a nova gestão. Botafogo é isso aí: resiliência e superação.

E Agora, Torcida Alvinegra? O Futuro do Nosso 10

Chegamos ao ponto crucial. A janela de transferências se aproxima e, com ela, a decisão que pode definir o rumo do nosso Fogão. Devemos vender nossa maior joia por uma quantia recorde, sanar as finanças e buscar reforços pontuais? Ou devemos fazer de tudo para manter o cérebro do nosso time, o jogador capaz de desequilibrar qualquer partida com um passe ou um drible?

A resposta não é simples. O coração do torcedor pede a permanência de Montoro, sonhando com títulos e glórias lideradas por ele. A razão, por outro lado, entende a necessidade financeira e a oportunidade de construir um elenco ainda mais forte com o dinheiro da venda. Uma coisa é certa: a Estrela Solitária brilha mais forte com ele em campo. Resta saber por quanto tempo ainda teremos esse privilégio. A fiel torcida do Fogão aguarda, com a paixão e o sofrimento que nos definem.

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.