O DRAMA DE FERRARESI! Gol contra bizarro sela virada cruel e Fogão perde para o Bahia

De um golaço de cinema à tragédia em forma de recuo. O Fogão sentiu a glória, mas um lance inacreditável de Ferraresi selou nosso destino em Salvador.

Do Céu ao Inferno: A Noite em que o Botafogo se Auto-Destruiu

Ah, torcida alvinegra… que noite dolorosa. Uma noite que tinha tudo para ser de afirmação, de alegria, de um passo firme rumo à parte de cima da tabela. Mas o Botafogo é isso aí. É a poesia trágica, é o roteiro que nem o mais sádico dos escritores ousaria criar. Na Fonte Nova, pela 18ª rodada do Brasileirão, vimos a Estrela Solitária brilhar intensamente e, em seguida, implodir por erros próprios. A derrota por 2 a 1 para o Bahia, de virada, não foi apenas um resultado negativo. Foi um atestado da nossa capacidade de sermos nossos piores inimigos.

Vínhamos de uma sequência que nos enchia de esperança: três vitórias nos últimos quatro jogos. O povo do Fogão voltava a sorrir, a acreditar. Mas em Salvador, tudo ruiu. Deixamos escapar a chance de ouro de ir para a pausa da Copa do Mundo com moral, perto do G4. Agora, amargamos um frustrante 11º lugar, com 22 pontos, olhando para cima com um gosto amargo de ‘e se?’.

Um Golaço que Iludiu a Nação

E como tudo começou tão bem… Parecia um sonho. Logo aos 6 minutos de jogo, o garoto Huguinho, cria da nossa base, resolveu mostrar ao mundo o peso da nossa camisa. Ele recebeu a bola e, sem pensar duas vezes, soltou uma bomba de longe. Uma pintura! A bola morreu no ângulo, sem chance para o goleiro. Um gol para lavar a alma, o primeiro dele como profissional pelo Glorioso. Naquele momento, o futuro era brilhante. O Botafogo era gigante em campo, controlando o jogo e silenciando a Fonte Nova.

O Bahia, que não vencia há quase dois meses, sentiu o golpe. Tentaram uma reação tímida, com Gilberto assustando de cabeça aos 17 minutos, mas nada que tirasse o nosso sono. O jogo estava em nossas mãos. O primeiro tempo caminhava para um final tranquilo, com a vantagem no placar e no controle da partida.

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A Irresponsabilidade que Custa Caro: A Expulsão de Neto

E então, o roteiro da tragédia começou a ser escrito. Perto do intervalo, a arbitragem, que já havia sido protagonista ao anular com o auxílio do VAR uma expulsão de Ademir, do Bahia, voltou aos holofotes. Mas desta vez, por nossa culpa. O árbitro Davi Lacerda aplicou a regra dos oito segundos contra o nosso goleiro Neto, que demorou a repor a bola. Uma regra polêmica? Sim. Mas a reação foi o que nos condenou.

Inconformado, Neto xingou o árbitro. O resultado? Cartão vermelho direto. Uma irresponsabilidade monumental. Uma atitude que não condiz com um jogador profissional vestindo a camisa do Botafogo. O técnico Franclim Carvalho foi forçado a queimar uma alteração, sacrificando Villalba para a entrada do goleiro Raul. Fomos para o intervalo com um jogador a menos e um pressentimento terrível no coração.

O Golpe de Misericórdia: O Gol Contra Bizarro

Se a expulsão foi um tiro no pé, o que aconteceu no início do segundo tempo foi o golpe final. A infelicidade escolheu Ferraresi como seu alvo. Em uma jogada que parecia inofensiva, nosso zagueiro tentou recuar a bola para o recém-entrado goleiro Raul. Mas o passe, meu Deus… O passe saiu com a força de um chute. Uma bola violenta, sem direção, que passou por Raul e morreu tristemente no fundo das nossas redes. Um gol contra bisonho, inacreditável, que deu de presente o empate ao Bahia.

A partir dali, o que se viu foi um time da casa inflamado pelo presente e um Botafogo destroçado psicologicamente e fisicamente. Lutamos, tentamos segurar o resultado, mas a virada parecia inevitável. E ela veio, cruelmente, já nos acréscimos, com David Duarte marcando o gol que selou nossa derrota por 2 a 1. Uma derrota com a nossa assinatura.

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O Preço da Derrota e o Caminho Adiante

A matemática da dor é simples. O Bahia, com a vitória, subiu para o 6º lugar com 26 pontos. Nós estacionamos em 11º com 22. A pausa para a Copa do Mundo chega em um momento de reflexão e fúria. Precisamos entender por que insistimos em sabotar nosso próprio caminho.

Próximos jogos do Botafogo:

  • Santos (C): 22/07, a definir – Brasileirão
  • Cruzeiro (F): 26/07, a definir – Brasileirão
  • Grêmio (C): 29/07, a definir – Brasileirão

Próximos jogos do Bahia:

  • Atlético-MG (F): 22/07, a definir – Brasileirão
  • Corinthians (C): 26/07, a definir – Brasileirão
  • Fluminense (F): 29/07, a definir – Brasileirão

Até quando, Fogão? Até quando seremos reféns de nós mesmos? A torcida, como sempre, seguirá apoiando. Mas a dor de uma derrota entregue de bandeja é uma das mais difíceis de curar. Que essa pausa sirva para colocar a cabeça no lugar, pois o Brasileirão não perdoa displicência.