ALVO DA RESENHA! Montoro é provocado por Telles e Cia, mas responde com classe: ‘Muito orgulho’

A Copa acabou, mas a resenha no Fogão não! Montoro vira alvo dos brasileiros após vice da Argentina e responde com a grandeza que a Estrela Solitária exige.

Montoro em entrevista ao ge — Foto: Brendo Fernandes

A Copa do Mundo pode ter acabado para o planeta, mas no coração do Botafogo, em General Severiano, as batalhas continuam. A poeira da final ainda não assentou e a segunda-feira no Espaço Lonier foi palco de uma resenha épica, daquelas que só o futebol proporciona. O vice-campeonato da Argentina, nossa eterna rival, virou combustível para a corneta dos brasileiros do elenco, e o alvo tinha nome e camisa 10: o jovem meia Montoro.

A Estrela Solitária que nos guia sabe que um elenco campeão se constrói não apenas com tática e suor, mas com a química de um vestiário unido. E a cena de hoje foi a prova viva disso. Nomes como Alex Telles, Marçal e o recém-chegado Edenilson não perdoaram o nosso ‘hermano’ e fizeram questão de lembrá-lo que a taça, desta vez, falava espanhol, não castelhano.

Mas quem pensa que o jovem craque se abalou, não conhece a fibra de quem veste o manto alvinegro. Montoro, com a serenidade dos grandes, encarou a provocação com um sorriso no rosto e uma lição de hombridade.

A ‘Vingança’ de Telles e a trilha sonora da corneta

O capitão Alex Telles, líder dentro e fora de campo, assumiu a batuta da zoeira. O lateral-esquerdo revelou que a trilha sonora da chegada ao CT foi, digamos, provocativa. Ele entrou no vestiário com uma caixa de som tocando músicas espanholas a todo volume, um recado claro e bem-humorado para os argentinos do elenco.

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“A gente zoa um pouco, normal, quando a gente (Brasil) caiu fora eles zoaram a gente”, confessou Telles, mostrando o ciclo natural da resenha futebolística. “Eu cheguei no vestiário tocando uma música espanhola. Pegamos mais no pé do Montoro, que é um moleque que gosta de brincar mais com a gente, mas é uma brincadeira sadia”, completou o capitão, selando o espírito de união do grupo.

E não parou por aí. Montoro revelou que até a música que viralizou sobre o lateral espanhol Cucurella entrou na playlist da provocação. “Marçal, agora do Edenilson… Falaram do Cucurella, da música dele, mas de boa. Estou tranquilo”, disse o camisa 10, entre risos.

Gigante na derrota: A resposta de classe de Montoro

Enquanto os companheiros provocavam, Montoro mostrava uma maturidade de veterano. Questionado pelo ge, ele não apenas absorveu a brincadeira, como defendeu com unhas e dentes a campanha de sua seleção, uma verdadeira demonstração de orgulho e caráter.

“Acho muito bom o Mundial que fez a Argentina. Todo mundo dava por morta em todos os jogos da fase (de grupos), nas partidas eliminatórias também, e os caras deram a vida. Não podemos reclamar nada deles, muito orgulho”, declarou o nosso meia. Que palavras, torcedor! É essa mentalidade que queremos no nosso Glorioso.

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Montoro ainda fez questão de desmentir qualquer provocação de sua parte quando o Brasil foi eliminado precocemente para a Noruega. “Isso é mentira deles (risos), a gente não falou nada. Eu queria que o Brasil ganhasse. Tinha um companheiro ali que era o Danilo, a história no futebol, o Neymar. Não tinha nada contra”, afirmou, mostrando respeito e companheirismo.

Foco total: Glorioso tem decisão no Nilton Santos

A resenha é boa, a união é fundamental, mas agora o foco muda completamente. A brincadeira fica no vestiário, porque dentro de campo a coisa é séria. O Fogão tem um compromisso crucial pela frente para botar nosso calendário em dia e subir na tabela do Campeonato Brasileiro.

O Botafogo volta a campo nesta quinta-feira para enfrentar o Vitória. A partida, que é um jogo atrasado da quarta rodada da competição, será disputada no nosso templo sagrado, o estádio Nilton Santos. O apito inicial está marcado para as 19h30 (horário de Brasília).

É a hora de transformar essa energia positiva do vestiário em força total dentro das quatro linhas. A torcida alvinegra, como sempre, fará sua parte, empurrando o time do primeiro ao último minuto. É um jogo para mostrar que a mística alvinegra está mais viva do que nunca e que, em nossa casa, quem manda é a Estrela Solitária.

Que essa ‘brincadeira sadia’ seja o prenúncio de uma equipe ainda mais forte e conectada. Porque é com essa alegria e essa união que vamos buscar as vitórias que tanto almejamos. Pra cima deles, Fogão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.