NOITE DE REI! Correa comanda virada épica e Botafogo reinará na Sula!

Em noite de redenção, Joaquín Correa comanda virada espetacular sobre o Caracas e garante: o mata-mata da Sula será no nosso Nilton Santos!

Joaquín Correa marca o terceiro do Botafogo contra o Caracas — Foto: Vítor Silva/Botafogo

A Estrela Solitária Brilha Mais Forte na América

Há noites que são protocolares. Há noites que são para cumprir tabela. E há noites que, mesmo começando assim, se transformam em uma epopeia com a cara do Botafogo. Foi o que vimos na Venezuela. O que era para ser um mero trâmite se tornou uma declaração de poder: o Glorioso venceu o Caracas por 3 a 1, de virada, e carimbou a melhor campanha geral da Copa Sul-Americana. A consequência? Um recado para todo o continente: quem quiser sonhar, terá que vir ao Nilton Santos e nos enfrentar em nosso templo. O mata-mata é nosso!

E essa noite de afirmação teve um maestro, um protagonista que vestiu a camisa como se fosse sua segunda pele e disse: ‘esta noite é minha’. Joaquín Correa teve uma atuação imperial, daquelas que lavam a alma do torcedor. Com um gol, uma assistência e participação decisiva em outro, ele foi o farol que guiou o Fogão em meio à escuridão inicial. Uma noite para lembrar que, no Botafogo, a mística nunca dorme.

Um Primeiro Tempo de Angústia e Testes

Vamos ser sinceros, torcedor alvinegro. O primeiro tempo foi de roer as unhas. Já classificado, o técnico Franclim Carvalho, com toda a razão, mandou a campo um time de reservas para dar rodagem ao elenco. A escalação mostrava a intenção:

  • Goleiro: Raul
  • Defesa: Vitinho, Ythallo, Justino e Marçal
  • Meio-campo: Wallace Davi, Edenilson, Santi Rodríguez e Joaquín Correa
  • Ataque: Barrera e Chris Ramos

A falta de entrosamento era visível. A intensidade, baixa. O time parecia sentir a ausência do ritmo de jogo, e a primeira grande chance, um contra-ataque fulminante puxado por Correa, terminou com Jordan Barrera finalizando para fora, cara a cara com o gol. Um lance que poderia ter mudado a história do jogo mais cedo.

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E como o futebol pune, o castigo veio. O Caracas, mesmo com menos posse, cresceu. Em uma falta cometida por Vitinho, que teve uma primeira etapa complicada, a bola viajou para a área. Na disputa pelo alto entre Chris Ramos e La Mantia, o zagueiro venezuelano levou a melhor e testou para o fundo das redes. 1 a 0 para eles. O silêncio da preocupação pairava. Seria essa uma noite para esquecer?

A Mão do General e a Fúria Alvinegra

O intervalo é a antessala da glória ou do desespero. E Franclim Carvalho provou, mais uma vez, ser um estrategista de mão cheia. Ele viu o que todos nós vimos e agiu. Sacou Vitinho e Wallace Davi para as entradas de Kadu e Medina. Mas não foram apenas as peças que mudaram. Foi a alma. O Botafogo que voltou para o segundo tempo era outro.

A postura era de um time que não aceitava a derrota. A pressão começou imediata. Aos 2 minutos, Chris Ramos já cabeceava por cima. Aos 5, Barrera serviu Correa, que chutou com um perigo que fez o goleiro adversário gelar. Aos 11, Medina, recém-entrado, finalizou de primeira e a bola passou raspando a trave. O gol era uma questão de tempo. Ele estava maduro.

E veio aos 15 minutos. Numa jogada que começou a desenhar o roteiro do herói da noite, Joaquín Correa deu um passe açucarado para Chris Ramos, que, dentro da área, não perdoou. 1 a 1. Era o gol do alívio, o gol da retomada, o grito entalado que finalmente saía da garganta do povo do Fogão.

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A Coroação de um Maestro e a Estrela de um Garoto

O empate incendiou o Glorioso. Franclim, sentindo o cheiro de sangue, colocou Matheus Martins no lugar de Barrera, adicionando ainda mais mobilidade ao ataque. Mas a noite reservava um capítulo especial, daqueles que só o futebol proporciona. Aos 25 minutos, entrava em campo Kauan Toledo.

E no seu primeiro toque na bola, o jovem escreveu seu nome na história do jogo. Ele mesmo iniciou a jogada, tabelou com o onipresente Joaquín Correa, e recebeu de volta, na cara do gol, para tocar com a frieza de um veterano. 2 a 1. A virada. Uma jogada que simboliza a união da experiência com a juventude, a genialidade com a vontade. A Estrela Solitária brilhava no peito de um garoto.

A partir daí, foi um desfile em preto e branco. O maestro da noite, Joaquín Correa, ainda teve tempo de desperdiçar uma chance aos 39 minutos, talvez para adicionar um pouco de drama humano à sua performance divina. Mas o destino lhe reservava a coroação.

Já nos acréscimos, ele recebeu a bola e fez o que merecia: guardou o seu. O gol que selou o placar em 3 a 1. O gol que premiou uma de suas melhores, se não a melhor, atuação com o manto sagrado. Foi o grito final de um rei em sua noite de gala.

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Um Trono no Niltão: O Futuro é Nosso

A vitória não foi apenas mais uma. Ela nos deu 16 pontos e a melhor campanha geral da fase de grupos. Sob o comando de Franclim Carvalho na Sula, estamos invictos: cinco vitórias e um empate. Isso significa que, em cada passo do mata-mata, a decisão será em nossa casa, no nosso caldeirão, no Estádio Nilton Santos. Que venham os adversários. Que venham os desafios. Eles terão que nos encarar onde somos mais fortes.

Agora, os olhos se voltam para o sorteio da Conmebol, que acontece nesta sexta-feira, às 12h (de Brasília), para conhecermos nosso oponente nas oitavas. Em meio à glória, uma nota de preocupação, tão típica de nossa jornada: a notícia de um quarto transfer ban. Mas esta é uma batalha para os bastidores. No campo, a resposta foi dada. Este time tem alma, tem comando e, acima de tudo, tem a chama da Estrela Solitária. A América que nos aguarde.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.