Um Ciclo Glorioso que se Encerra
A noite de terça-feira (26) trouxe uma notícia com o peso de uma era. Um dos pilares da reconstrução que nos devolveu o orgulho, o diretor Alessandro Brito, anunciou oficialmente sua saída do Botafogo. Para nós, da torcida alvinegra, a notícia ressoa com a melancolia dos grandes adeus, mas também com a gratidão profunda por um trabalho que mudou o rumo da nossa história.
Desde as primeiras semanas da Era SAF, lá em 2022, Brito estava lá. No olho do furacão, na linha de frente, construindo tijolo por tijolo o Glorioso que hoje orgulhosamente ostenta os títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro de 2024. O cargo de diretor de gestão esportiva nunca foi apenas uma função; foi uma missão, e ele a cumpriu com a honra que a Estrela Solitária exige.
A Despedida de um Arquiteto da Reconstrução
A decisão não foi repentina. Segundo o comunicado oficial, o profissional já havia sinalizado a John Textor em abril sobre seu desejo de encerrar este ciclo. Uma escolha pensada, madura, de quem entende o fluxo da vida e do futebol. Sua última batalha ao nosso lado será neste sábado (30), contra o Bahia, em Salvador, um último ato simbólico antes de fechar este capítulo dourado.
Em suas palavras de despedida, a emoção de quem viveu o Botafogo na pele. “Levo no coração, para sempre, cada segundo que vivi no Botafogo. Foram os momentos mais desafiadores, mais intensos e, ao mesmo tempo, mais transformadores da minha vida profissional”, disse Brito. E como não seriam, diretor? Isso aqui é Botafogo. A intensidade corre em nossas veias.
Ele continuou, com a clareza de quem sabe o que construiu: “Cada passo foi construído com luta, convicção e muita entrega. A vida é feita de ciclos e, neste momento, o meu se encerra por aqui. Saio com a cabeça erguida, com a consciência em paz e com o orgulho de ter feito parte de uma reconstrução que recolocou o Botafogo no lugar que ele merece, no cenário nacional e mundial”.
O Legado dos Títulos e a Gratidão da SAF
As palavras de Brito ecoam o sentimento de cada um de nós. Ele falou sobre as dúvidas, a pressão e as críticas. Falou também das alegrias, do respeito e da identidade forjada no calor da batalha. Para ele, a “Família Botafogo nunca foi apenas uma fase”. Não, diretor. Para quem sente de verdade, nunca é. O Botafogo é para sempre.
A própria SAF, em nota oficial, fez questão de registrar o tamanho do feito. E que registro! “A SAF agradece a Alessandro Brito por toda dedicação e profissionalismo demonstrados durante sua trajetória, coroada pelo título da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024, desejando sucesso em seus futuros desafios”. Coroada. Que palavra linda para descrever a conquista que lavou a alma de milhões de botafoguenses.
O Botafogo na Alma
Em seu agradecimento final, Brito não esqueceu de ninguém. Falou dos colaboradores, dos profissionais, dos parceiros. Mostrou que a grandeza de um projeto se mede pela força do seu coletivo. Mas foi a sua declaração de amor final que nos pegou de jeito, povo do Fogão.
“Levo comigo o Botafogo para toda a vida. Não apenas como um clube, mas como parte da minha história, da minha essência e da minha alma. O que construímos aqui é legado”. Essa é a mística alvinegra. Ela não se explica, ela se sente. Ela entra na pele, se aloja na alma e nunca mais vai embora.
Alessandro Brito parte, mas seu legado fica. Ficam as taças, fica a estrutura, fica a mentalidade vencedora que ele ajudou a implantar. Fica a certeza de que seu nome está gravado na nossa história. Obrigado por tudo, diretor. Que os novos desafios o encontrem, mas que a Estrela Solitária continue a guiar seu coração, onde quer que esteja. O Fogão não te esquecerá.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.