A CONDIÇÃO FINAL: Barboza revela TUDO e sua saída do Botafogo agora depende de um resultado!

Sua saída está selada, mas o adeus não. Barboza abre o coração, expõe bastidores e agora seu futuro imediato depende de uma vitória do Fogão.

Barboza chora na despedida do Nilton Santos com a camisa do Botafogo — Foto: André Durão

A Bomba Explode em General Severiano

A alma botafoguense não tem um segundo de paz. Quando pensávamos que a novela da saída de Alexander Barboza estava encerrada, uma bomba nuclear explode nos bastidores de General Severiano. A Eagle Football Holdings, dona de 90% da nossa SAF, foi à Justiça e, em um movimento que chacoalhou as estruturas do clube, se recusou a dar o aval para a venda do zagueiro ao Palmeiras. O motivo? Uma acusação gravíssima de falta de transparência por parte da própria gestão do Botafogo.

É isso mesmo que você leu, torcedor alvinegro. Mesmo com o contrato assinado desde o dia 1º de maio, e com a primeira parcela do pagamento já nos cofres do Glorioso, a Eagle alega que foi mantida no escuro. A venda, fechada em R$ 18 milhões, virou o epicentro de uma crise interna sem precedentes.

“Não Tivemos Acesso a Nada”: A Acusação da Eagle

Em documento enviado à Justiça, os advogados da holding de John Textor não mediram palavras. Eles afirmam que não podem aprovar a negociação simplesmente porque não receberam os documentos necessários para avaliar se o negócio é bom para o Botafogo. A acusação é de que a SAF não apresentou “elementos suficientes para demonstrar que o valor de R$ 18.000.000,00 reflete o valor de mercado do ativo”.

A lista de queixas é longa e preocupante. Segundo os representantes da Eagle, eles não participaram das negociações, não viram os termos integrais do contrato, não conhecem as comissões envolvidas, o cronograma de pagamento detalhado, nem o impacto financeiro real da operação para o clube. É um blecaute completo de informações.

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“A Eagle Bidco esclareceu que não recebeu elementos para se manifestar quanto à higidez econômica da operação pretendida pela SAF Botafogo”, diz o texto. “Sem essas informações, a Eagle Bidco não está em posição de aferir a adequação econômica da alienação. Sua manifestação, portanto, não pode ser interpretada como anuência à operação.” Em outras palavras: não estamos dizendo ‘não’, estamos dizendo que não nos deram motivos para dizer ‘sim’.

O Limbo de Barboza: Contrato Assinado e Dinheiro na Conta

O que torna essa situação ainda mais surreal é que, para todos os efeitos, a venda já estava sacramentada. A ESPN revelou que a documentação foi assinada por um verdadeiro batalhão de dirigentes: Leila Pereira, presidente do Palmeiras; Durcesio Mello, então presidente da nossa SAF; além de Alessandro Brito e Danilo Caixeiro como testemunhas, e o próprio Barboza.

E tem mais: o Botafogo informou ao poder judiciário que a primeira das quatro parcelas do pagamento caiu na conta do clube no dia 6 de maio. O acordo previa que o valor total de R$ 18 milhões seria quitado até dezembro de 2027. Como pode uma negociação com dinheiro já recebido ser questionada dessa forma?

No meio desse furacão, está o zagueiro argentino. Alexander Barboza segue aguardando uma definição. Ele já realizou os exames médicos no Palmeiras e contava os dias para se apresentar ao novo clube na reabertura da janela, em 20 de julho. A sua despedida emocionante, que vimos no último domingo, agora ganha contornos de um drama ainda maior. Ele está preso em um limbo, vítima de uma guerra de poder que não é sua.

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O Xadrez Político da Estrela Solitária

Para entender essa confusão, é preciso lembrar do contexto político do clube. A Eagle está afastada do comando do futebol por uma ordem judicial desde 12 de maio. Atualmente, quem dá as cartas na SAF alvinegra é o economista Eduardo Iglesias, eleito na semana passada. A manifestação da Eagle não foi espontânea; foi uma exigência da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que solicitou um posicionamento da holding sobre o caso.

O que fica no ar é uma sensação de desgoverno e conflito que só prejudica o Botafogo. De um lado, uma gestão que assina um contrato e recebe o dinheiro. Do outro, o sócio majoritário que alega não saber de nada e questiona a lisura do processo. E no centro de tudo, o nosso escudo, a nossa Estrela Solitária, sendo arrastada para uma disputa de poder que parece não ter fim.

Resta saber quais serão os próximos capítulos. A Justiça acatará o argumento da Eagle? A venda será desfeita? E, mais importante, quem está realmente defendendo os interesses do Botafogo de Futebol e Regatas? A torcida, como sempre, assiste a tudo com o coração na mão, esperando que, no fim das contas, a Estrela volte a brilhar mais forte que qualquer disputa de bastidor.