A TRAIÇÃO! Justiça aceita Recuperação e Fogão acusa Textor de sugar R$ 900 milhões

É oficial: o Fogão está em Recuperação Judicial. Com dívida de R$ 1,2 bilhão, a SAF acusa John Textor de sugar R$ 900 milhões do clube.

O Martelo Foi Batido: O Fogão em Recuperação Judicial

É oficial. A palavra que nenhum botafoguense queria ouvir se tornou realidade. Nesta quinta-feira (14), a Justiça do Rio de Janeiro, na caneta do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial da Capital, aceitou o pedido de Recuperação Judicial da nossa SAF. Um dia sombrio na história de General Severiano, que marca o início de uma batalha não nos gramados, mas nos tribunais, pela sobrevivência do nosso Glorioso.

A decisão nos concede um fôlego, um suspiro de 180 dias conhecido como “stay period”. Durante este semestre, as cobranças e execuções contra a SAF estarão suspensas. É um escudo, frágil e temporário, para nos reorganizarmos em meio ao caos. Mas não se engane, torcedor alvinegro: a ferida está aberta e é profunda.

A Ferida Exposta: Os Números da Crise

Os números revelados no processo são de gelar a espinha de qualquer um que ame a Estrela Solitária. A dívida que nos levou a este ponto é de aproximadamente R$ 1,286 bilhão. BILHÃO. E o buraco é ainda mais embaixo: o passivo total, incluindo débitos tributários e outras pendências, ultrapassa a assustadora marca de R$ 2,5 bilhões.

São cifras que traduzem o tamanho do abismo em que fomos jogados. É o preço de uma gestão que, como agora fica claro, tratou o Botafogo não como uma paixão, mas como uma peça descartável em um tabuleiro de negócios global.

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O Dedo na Ferida: A Acusação Direta Contra Textor

E pela primeira vez, de forma pública, direta e corajosa, a nossa SAF aponta o responsável pelo desastre. O nome dele é John Textor. A gestão da Eagle Football, comandada por ele, é acusada de promover um processo de “descapitalização” do Botafogo. A palavra é técnica, mas o significado é simples: eles sugaram nossos recursos.

O documento é claro: mais de R$ 900 milhões simplesmente deixaram de retornar aos cofres do clube dentro da estrutura do Grupo Eagle. O nosso dinheiro, o dinheiro do Fogão, foi usado para outros fins. Enquanto isso, outros clubes do conglomerado, como o Lyon, da França, recebiam aportes milionários. O processo cita um investimento de cerca de 90 milhões de dólares (aproximadamente R$ 459 milhões) no clube francês. Para eles, o luxo. Para nós, a luta pela sobrevivência.

O Castelo de Cartas Desmorona

A petição revela o modus operandi da Eagle: um sistema de caixa único, onde o dinheiro de todos os clubes da rede era misturado. Uma estrutura que, segundo o Botafogo, se tornou uma via de mão única. O nosso dinheiro saía, mas não voltava. O rompimento desse sistema pelo Lyon foi a gota d’água, o empurrão que agravou drasticamente a crise financeira da nossa SAF.

Some-se a isso os “transfer bans” impostos pela Fifa, que agiram como um acelerador do caos, aumentando o risco de bloqueios e paralisação total das nossas operações. Estávamos em um navio afundando, e a gestão anterior segurava todos os botes salva-vidas.

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Da Glória à Luta: Um Novo Começo?

Em meio às cinzas, uma tentativa de recomeço. Eduardo Iglesias foi nomeado o novo diretor-geral da SAF, substituindo Durcesio Mello, que ocupava o cargo interinamente desde o afastamento de John Textor. É um novo general para uma nova guerra, uma guerra pela honra e pelo futuro do Botafogo.

A própria decisão judicial, em sua linguagem fria, reconhece a nossa grandeza. O documento faz um histórico recente do clube, citando a transformação vivida após 2022, que, nas palavras do processo, “culminou nos títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024”. Sim, você leu certo. Até a Justiça reconhece a glória que nos foi prometida e que brilhava em nosso horizonte, antes de ser ofuscada pela má gestão. É a prova de que a mística alvinegra é maior que qualquer crise.

Agora, o caminho é longo e árduo. A Justiça reconhece a “grave crise econômico-financeira”. Mas o Botafogo é feito de superação. Fomos traídos, fomos descapitalizados, mas jamais seremos derrotados. A Estrela Solitária há de brilhar novamente, com a força de um povo que nunca abandona. A luta começou. E nós, torcedores, somos o 12º jogador também nesta batalha.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.