ALMA E CORAÇÃO! Fogão vence Racing por 2 a 1, cumpre missão e está no mata-mata da Sula!

Noite de alívio no Niltão! Com vitória por 2 a 1 sobre o Racing, o Fogão de Franclim garante vaga na Sula e traz paz ao coração da torcida alvinegra.

Botafogo x Racing — Foto: Vitor Silva/Botafogo

A Estrela Solitária brilha e cumpre a primeira missão

Acabou o sufoco, torcida alvinegra! Em uma noite de pura emoção no Nilton Santos, o nosso Botafogo fez o dever de casa, bateu o Racing por 2 a 1 e carimbou o passaporte para o mata-mata da Copa Sul-Americana. A primeira meta sob o comando do General Franclim Carvalho foi cumprida. Com 10 pontos no grupo, a duas rodadas do fim, o Glorioso segue vivo, seja nos playoffs ou direto nas oitavas. É o Botafogo sendo Botafogo, nos fazendo sofrer, mas no fim, nos enchendo de orgulho!

Essa vitória tem um sabor especial. Lava a alma e afasta o gosto amargo daquela derrota de virada para o Remo no Brasileirão. É a prova de que, mesmo em meio ao caos externo, o nosso lugar é dentro de campo, lutando e vencendo.

A mão firme do General Franclim

Há um mês no comando, Franclim Carvalho já mostra a que veio. Em nove jogos, são cinco vitórias, três empates e apenas uma derrota. Uma campanha que nos dá esperança e mantém o time invicto na competição continental. Mas para quem pensa que o homem está satisfeito, engana-se.

Em sua coletiva, o nosso técnico revelou o espírito que queremos ver: confessou não estar feliz, pois acredita ter uma derrota e um empate a mais do que havia planejado. É essa mentalidade vencedora, essa busca incessante pela perfeição, que vai nos levar de volta ao caminho da glória. Enquanto os bastidores fervem com a indefinição sobre Durcersio Mello e a SAF após o afastamento de John Textor, é o trabalho de Franclim que nos traz a paz que tanto buscamos.

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Um gol em câmera lenta e o coração na mão

O jogo, como manda a tradição alvinegra, não foi para cardíacos. O primeiro tempo foi amarrado, sem brilho, com o Fogão apostando na velocidade de Júnior Santos. Alex Telles, com sua categoria, tentava criar algo pela esquerda, buscando os lances de profundidade. E foi dos seus pés que nasceu a jogada que mudaria o jogo.

Aos 18 minutos, a mística alvinegra entrou em campo. Medina encontrou Júnior Santos, que partiu para cima da zaga. O atacante tentou o drible, mas foi o zagueiro Di Césare — aquele mesmo especulado por aqui no início do ano — quem tocou para trás. A bola, em uma cena de cinema, viajou em câmera lenta, desafiando a lógica e o desespero do goleiro Cambeses, morrendo no fundo da rede. Um gol contra, comemorado como se fosse de placa. A sorte, por uma vez, sorriu para o lado de cá.

Mas, como Botafogo é isso aí, a euforia quase durou pouco. Três minutos depois, Solari chutou forte e o nosso paredão Neto voou para fazer uma defesaça, evitando o empate e mantendo a vantagem no placar.

O vacilo que ensina e a vitória que consagra

O segundo tempo começou com um susto. O time voltou desligado, dando espaço pelo lado direito da nossa defesa. O Racing, sentindo o cheiro de sangue, foi para cima e, em menos de cinco minutos, já havia criado duas chances de perigo. O castigo veio. Rojas avançou com uma liberdade que não pode existir e cruzou na cabeça de Adrián Martínez. O camisa 9 deles, livre nas costas da zaga, só teve o trabalho de empatar.

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Nas palavras do próprio Franclim: “Não é um problema do corredor direito. Estávamos mal posicionados. Sem marcação, sem referência, sabemos como devemos fazer.” Uma falha coletiva, um momento de desatenção que quase custou caro. Mas este time parece ter aprendido a sofrer e, mais importante, a reagir. Mesmo com o baque, o Glorioso não se entregou e buscou a vitória por 2 a 1 que incendiou o Nilton Santos e garantiu a classificação.

A escalação do Glorioso na batalha

Para esta guerra, Franclim Carvalho mandou a campo uma equipe com mudanças, forçadas e táticas. A ausência mais sentida foi a de Allan, que infelizmente passará por cirurgia após uma grave lesão na coxa. Força, craque! A torcida alvinegra está contigo.

O time que garantiu a vaga foi:

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  • Goleiro: Neto
  • Defesa: Vitinho, Ferraresi, Barboza, Alex Telles
  • Meio-Campo: Newton, Medina, Danilo, Matheus Martins
  • Ataque: Júnior Santos, Kadir

Agora, a mira vira para o Brasileirão

A festa pela Sula é merecida, mas curta. O foco agora se volta para o Campeonato Brasileiro. No domingo, temos uma pedreira pela frente: o Atlético-MG, na Arena MRV, pela 15ª rodada. Atualmente na 10ª posição com 17 pontos e um jogo a menos, uma vitória é fundamental para subirmos na tabela e mantermos o embalo. Que a noite de hoje sirva de inspiração. A batalha é longa, mas com essa raça, podemos sonhar. Pra cima deles, Fogão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.