FRANCLIM BOTA PONTO FINAL! Treinador confirma ausências de peso de Allan e Júnior Santos contra o Fluminense

Notícia que o torcedor não queria ler! Franclim Carvalho joga um balde de água fria e confirma que Allan e Júnior Santos estão fora do clássico.

Allan em treino do Botafogo no Espaço Lonier — Foto: Vitor Silva/BFR

A Palavra do General: Franclim Abre o Jogo Sobre os Desfalques

A alma alvinegra, que já vive em um eterno carrossel de emoções, recebeu um balde de água fria neste domingo. Em um clássico que promete pegar fogo, o Botafogo não poderá contar com duas de suas peças mais aguardadas. Em entrevista exclusiva ao portal ge, o nosso comandante Franclim Carvalho foi direto, sem rodeios, como um general que conhece o peso de suas palavras antes da batalha: Allan e Júnior Santos estão fora do Clássico Vovô contra o Fluminense.

A nação botafoguense viu um fio de esperança quando a dupla participou de atividades com bola na reapresentação. Mas a realidade, meus caros, é mais dura. Franclim, com a honestidade que o caracteriza, cortou qualquer tipo de especulação. Nada de “vamos ver” ou de falsas esperanças. A verdade nua e crua foi dita.

“Não (vou contar com eles). Gosto de ser muito reto nisso, faz parte do seu trabalho (perguntar), não vou dizer ‘ah, vamos ver’”, cravou o treinador, mostrando respeito pela imprensa e, principalmente, pela torcida que vive e respira o Glorioso 24 horas por dia. A sinceridade dói, mas é necessária. É com essa transparência que se constrói uma relação de confiança.

O Drama de Allan: Uma Lesão ‘Dura e Chata’

A situação de Allan é a que mais preocupa e comove. O volante, que chegou para ser o maestro do nosso meio-campo, vive um calvário desde maio. Quem não se lembra daquela imagem dolorosa na derrota para o Remo? Após um lançamento, a dor aguda, a queda no gramado. O diagnóstico foi brutal: ruptura total do músculo retofemoral da coxa direita. Uma lesão que tiraria o sono de qualquer atleta.

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Franclim não mediu palavras para descrever a provação do jogador. “O Allan teve uma lesão difícil, dura, chata. E que lhe custou muito, porque estava jogando. Ele sabia que era uma lesão de recuperação demorada”, explicou o mister, revelando a luta interna de um jogador impedido de fazer o que mais ama. O lance que o tirou de campo resultou na entrada de Joaquín Correa, mas a ferida aberta foi muito além da substituição.

A recuperação exigiu cirurgia, e o prazo inicial estipulado pelo clube, de 12 a 20 semanas, já nos preparava para o pior. Setembro era o horizonte mais otimista. E o nosso técnico reforça a necessidade de paciência, uma virtude tão rara no futebol, mas essencial na medicina.

“Ele está em trabalho de reintegração conosco, mas temos que dar tempo ao tempo. Prefiro não ter o atleta por mais uma semana, mas depois ele voltar e não ter uma recaída”, afirmou Franclim. Essa é a filosofia que queremos: proteger nossos guerreiros para tê-los inteiros, e não pela metade. A ânsia da torcida e do próprio jogador não pode atropelar a ciência. Allan não joga contra o Fluminense, e a Estrela Solitária terá de brilhar sem um de seus condutores.

Júnior Santos: Um Desfalque Traumático na Memória Alvinegra

Se a ausência de Allan é um drama de longa data, a de Júnior Santos ainda ecoa a dor de uma eliminação recente. O atacante, nosso raio de velocidade e força, sofreu uma fissura no pé. O palco da lesão? A Arena Condá, no fatídico jogo contra a Chapecoense que nos tirou da Copa do Brasil. Uma noite para esquecer, que deixou marcas profundas no time e na torcida.

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Júnior, na raça, ainda permaneceu em campo, mas os exames posteriores confirmaram o que temíamos. A lesão foi classificada por Franclim como “mais traumática”, um golpe duro e de recuperação mais curta que a de Allan, mas não menos sentida. O treinador foi mais breve ao falar do atacante, mas a mensagem é clara: ele também precisa de mais tempo.

A ausência de Júnior Santos no clássico é a ausência da imprevisibilidade, do drible que quebra linhas, da arrancada que levanta o estádio. É mais uma arma poderosa que o Glorioso não terá à disposição para furar a defesa tricolor. A ferida da Copa do Brasil ainda sangra, e a ausência do atacante é um lembrete amargo daquela noite.

Clássico Vovô Desfalcado: E Agora, Fogão?

E assim, o povo do Fogão se prepara para um Clássico Vovô com o coração apertado. Sem Allan, perdemos cérebro e controle no meio. Sem Júnior Santos, perdemos explosão e poder de fogo na frente. São desfalques que mudam o jeito de jogar, que obrigam Franclim a quebrar a cabeça e encontrar soluções dentro de um elenco que, agora, será testado ao limite.

Mas se tem algo que a história nos ensina, é que o Botafogo é forjado na adversidade. É nos momentos de maior dificuldade que a mística alvinegra costuma se manifestar. A ausência de dois craques é a oportunidade para outros mostrarem seu valor, para honrarem o manto e lutarem por cada centímetro do gramado.

O clássico de sábado, pelo Brasileirão, ganhou contornos ainda mais dramáticos. Não teremos todas as nossas estrelas, mas teremos 11 guerreiros em campo e milhões de corações pulsando na mesma frequência. Que a palavra do nosso general sirva de alerta e convocação: a batalha será dura, mas o Glorioso jamais foge à luta. Botafogo é isso aí!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.