INACREDITÁVEL! Medina perde gol feito e vira alvo da fúria alvinegra

Sozinho, na pequena área, com o gol aberto. O lance que Medina não pode errar e que custou a vitória do Fogão no Niltão. A torcida não perdoou.

Botafogo e Vitória empataram sem gols no Brasileirão (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF/Folhapress)

Há noites em que a Estrela Solitária parece nos testar. Noites em que o grito de gol fica entalado na garganta de 40 mil almas. A noite desta quinta-feira, no Nilton Santos, foi uma dessas. Um 0 a 0 contra o Vitória que carrega o peso de uma derrota, e que tem um nome, um rosto e um lance: Medina e o gol perdido mais inacreditável do ano.

O torcedor que vive a mística alvinegra sabe. O Botafogo é isso aí. É paixão, é entrega, é sofrimento. E o que vimos no segundo tempo foi a mais pura tradução desse sentimento. A bola queima, o estádio pulsa, e a chance da vitória se apresenta, límpida, clara, como um presente dos deuses do futebol.

A jogada foi construída com a paciência de quem tece um manto sagrado. Huguinho, com a visão que se espera de um armador do Glorioso, encontra Vitinho. Ele avança, ganha a linha de fundo e, com a inteligência de quem sabe o que faz, rola para trás. Ali, sozinho, como um predestinado, estava Medina. A pequena área era sua. O goleiro, uma mera testemunha. O gol, escancarado. O que veio a seguir, porém, foi o anticlímax. A antítese do futebol. Um chute que buscou a lua e encontrou o desespero da torcida. A bola subiu, isolada, e com ela, as esperanças de uma vitória que parecia certa.

Um Empate com Sabor de Derrota

O placar final dirá 0 a 0. Um ponto para cada lado. Mas para o povo do Fogão, a sensação é de dois pontos jogados fora. O empate foi amargo, e as redes sociais não perdoaram. O nome de Medina ecoou não em cantos de glória, mas em lamentos de frustração. Como pode? Por que? São perguntas que ecoam na mente de cada botafoguense que viu o lance.

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Não se trata de crucificar um jogador. O futebol é feito de acertos e erros. Mas aquele não era um erro qualquer. Era a chance de ouro, o momento de explodir o Niltão. Um gol que mudaria a história do jogo e que, por um capricho do destino ou da técnica, não aconteceu.

O Duelo dos Goleiros e a Muralha Adversária

Se de um lado tivemos a desolação, do outro, tivemos heróis. E, infelizmente para nós, o maior deles vestia a camisa do adversário. Lucas Arcanjo, goleiro do Vitória, foi uma muralha. Um monstro. Ele foi, sem dúvida, o grande responsável pelo placar inalterado.

No primeiro tempo, já havia mostrado seu cartão de visitas ao fazer uma defesa espetacular em um chute de longe de Arthur Cabral, que buscava o ângulo. No segundo tempo, quando o Glorioso incendiou o jogo e amassou o adversário, Arcanjo se agigantou. Ele parou o Fogão.

Do nosso lado, uma notícia para aquecer o coração: a estreia segura do goleiro Warleson. Em um dos poucos momentos de perigo do Vitória, com Renê, nosso novo arqueiro mostrou serviço e fez uma ótima intervenção, mostrando que a meta alvinegra tem um novo guardião de confiança.

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A Festa por Danilo e a Provocação ao Rival

Nem só de frustração viveu o Nilton Santos. Aos 21 minutos da segunda etapa, um momento de pura catarse. Danilo, o nosso general, saiu do banco de reservas para sua 13ª partida neste Brasileirão. A novela com o Palmeiras, que tentou levá-lo, parece ter chegado ao fim da forma mais gloriosa possível: com ele em campo, vestindo nosso manto.

A torcida alvinegra, em um só coro, celebrou seu ídolo e não perdeu a chance de provocar o time paulista. Foi a prova de que a conexão entre jogador e arquibancada está mais forte do que nunca. A festa foi linda e mostrou a força da nossa gente.

Equilíbrio no Papel, Domínio no Campo

Analisando friamente, o primeiro tempo até foi equilibrado. O Vitória, com seus 52% de posse de bola, tocava de lado, mas sem assustar. O perigo era alvinegro. Foram sete finalizações e cinco escanteios para o Glorioso só na primeira etapa. Montoro e o próprio Medina tentavam articular, mas a dupla de pontas, com Villalba e Matheus Martins, produziu pouco.

Na segunda etapa, porém, só deu Botafogo. O time voltou com outra postura, empurrado pela sua torcida fiel. Pressionou, criou, martelou. Faltou apenas o detalhe final. Aquele detalhe que Medina teve nos pés e que, infelizmente, desperdiçou.

Saímos do Niltão com um ponto, mas com a alma arranhada. A sensação é de que poderíamos e deveríamos ter saído com os três. Agora, é levantar a cabeça. O campeonato é longo. Mas que essa noite sirva de lição. No Botafogo, cada chance é sagrada. E a próxima não pode ser desperdiçada.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.