A HISTÓRIA NOS CONVOCA, FIEL ALVINEGRA!
Não é apenas mais um jogo. O que acontece nesta quinta-feira (23), às 19h30, no nosso templo sagrado, o Estádio Nilton Santos, é um acerto de contas com o passado. É a defesa de uma honra. O Botafogo recebe o Vitória em partida atrasada da 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, e o que está em jogo vai muito além dos três pontos: é a manutenção de uma soberania que já dura quase nove anos.
Sim, torcedor! Faz tempo que o time baiano não sabe o que é comemorar uma vitória sobre a Estrela Solitária. Desde 2017, para ser exato. E para adicionar uma camada de drama digna de um roteiro de cinema, quem comanda o adversário é um velho conhecido nosso, que estava no nosso banco na última vez que eles ousaram nos vencer: Jair Ventura.
UMA FORTALEZA CHAMADA NILTON SANTOS
Os números não mentem e eles vestem preto e branco. Desde aquela fatídica derrota em 2017, o Glorioso e o Vitória se enfrentaram dez vezes. O resultado? Um domínio absoluto do Fogão. Foram cinco vitórias nossas e cinco empates. O adversário conquistou míseros 16,7% dos pontos disputados nesse período. É uma paternidade recente, construída com suor e raça em duelos pela Série A, Série B e até na Copa do Brasil deste ano.
O cenário atual do Brasileirão só reforça nosso favoritismo. O Vitória, longe de Salvador, é um time frágil. Soma apenas três pontos e amarga a segunda pior campanha como visitante da competição, à frente apenas da Chapecoense. Nosso Niltão tem que ser, mais uma vez, o caldeirão que engole os adversários.
A FERIDA DE 2017: O DIA EM QUE A CASA CAIU
Para entender o presente, é preciso revisitar o passado. A última e dolorosa vitória do time baiano sobre nós aconteceu em 1º de outubro de 2017, pela 26ª rodada da Série A. E foi justamente no nosso estádio, o que torna a memória ainda mais amarga.
Aquele jogo foi um roteiro de crueldade. David, que hoje veste a camisa de um rival do outro lado da ponte, abriu o placar para eles. Mas o nosso Fogão, valente, reagiu. O matador Brenner, em tarde inspirada, guardou duas bolas na rede e virou o jogo. A vitória parecia encaminhada, a torcida pulsava!
Mas o futebol, em seus caprichos, nos pregou uma peça. Nos minutos finais, o desastre. André Lima, um ex-jogador nosso, empatou aos 45 do segundo tempo. E como um punhal no coração alvinegro, Danilinho, aos 50 minutos, decretou a virada por 3 a 2. Uma derrota que dói só de lembrar, com o time então comandado por… Jair Ventura.
HERÓIS E FANTASMAS DAQUELE JOGO
Aquele confronto de 2017 também teve seus momentos marcantes antes do apito final. O volante Bruno Silva foi homenageado pela diretoria com uma camisa comemorativa por seus 100 jogos pelo Glorioso. Em um gesto de união, o elenco se reuniu em oração em apoio ao atacante Roger, que havia sido diagnosticado com um tumor renal e passava por cirurgia. Momentos que mostram a força do nosso grupo.
Para a nostalgia do povo do Fogão, vamos relembrar as escalações daquele dia:
Escalação do Botafogo (Técnico: Jair Ventura)
- Goleiro: Gatito Fernández
- Defesa: Luis Ricardo, Joel Carli (Marcelo), Rabello, Victor Luis (Gilson)
- Meio: Rodrigo Lindoso, João Paulo, Bruno Silva, Marcos Vinícius (Leo Valencia)
- Ataque: Rodrigo Pimpão, Brenner
Escalação do Vitória (Técnico: Vágner Mancini)
- Goleiro: Caíque
- Defesa: Patric, Wallace, Ramon, Geferson (Danilinho)
- Meio: Fillipe Soutto, Uillian Correia (André Lima), Yago Felipe
- Ataque: David (Cleiton Xavier), Neilton, Santiago Tréllez
O EQUILÍBRIO HISTÓRICO E A PROVA DE FOGO
Apesar da nossa recente vantagem, a história geral do confronto mostra um equilíbrio impressionante. Em 51 partidas oficiais, são 17 vitórias para cada lado e 17 empates. Um aproveitamento idêntico de 44,4%. O jogo desta quinta, portanto, é um tira-teima histórico.
Jair Ventura, que sentiu na pele a dor daquela virada de 2017 vestindo nosso escudo, agora volta ao Niltão com a missão de repeti-la, mas como nosso algoz. Ele conhece nossos atalhos, conhece o peso da nossa camisa. Mas nós também o conhecemos. E o Botafogo, em sua casa, não teme fantasmas do passado. Pelo contrário, se alimenta deles para ficar mais forte.
É dia de lotar o Niltão, de cantar os 90 minutos e de mostrar por que a Estrela Solitária é a que mais brilha. O tabu é nosso e vai continuar sendo! Pra cima deles, Fogão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.