A MÍSTICA ALVINEGRA ATACA NOVAMENTE!
É disso que a gente fala! É por isso que somos botafoguenses! Quando a lógica se esvai e a esperança parece piscar, a Estrela Solitária brilha mais forte. Foi no apagar das luzes, no último suspiro, com o coração na boca, que o Glorioso escreveu mais um capítulo de sua história imortal. Uma vitória por 2 a 1 sobre o Santos, no nosso Niltão, com um roteiro que só o Botafogo é capaz de proporcionar.
O nome do milagre? Kadir. O herói improvável que, no último lance da partida, aproveitou uma falha bizarra, inacreditável, da zaga santista para empurrar a bola para o fundo das redes e fazer o Rio de Janeiro tremer. Explode, torcida alvinegra! Esta vitória tem o nosso cheiro, a nossa cara, o nosso sofrimento e a nossa glória.
UMA ESTREIA DE CINEMA PARA A JOIA DA BASE
O jogo no Nilton Santos foi uma montanha-russa de emoções, como sempre. O primeiro tempo foi um duelo tático, com o Botafogo tentando explorar os espaços deixados pela defesa do time de Cuca, mas também sofrendo com os contra-ataques, especialmente com o jogador Miguelito infernizando nossa defesa.
Mas, mesmo nos momentos de maior aperto, a estrela da base brilhou. Quando o Santos parecia mais perigoso, a nossa pressão na saída de bola funcionou. E a bola, caprichosa, escolheu os pés de uma das nossas maiores promessas. Lucas Emanuel, em sua estreia como profissional, e já lançado como titular, não sentiu o peso da camisa. Cara a cara com o goleiro Gabriel Brazão, ele mostrou a frieza dos predestinados: um toque sutil, por cima, com a categoria que a gente gosta de ver. Um golaço para abrir o placar e o sorriso no rosto do povo do Fogão.
A MURALHA LÉO LINCK E O SUSTO DO EMPATE
Se temos que celebrar nossos atacantes, precisamos erguer um monumento para o nosso goleiro. Léo Linck, de volta à titularidade após a saída de Neto, foi um gigante. Fez defesas cruciais que nos mantiveram vivos quando o Peixe veio para cima com tudo.
No segundo tempo, o Santos partiu para o abafa. E conseguiu o empate em um lance polêmico. Após um escanteio, Léo Linck ficou caído na pequena área depois de um choque, e a bola sobrou para Barreal, que mandou para o gol. Um balde de água fria, mas que não apagou a chama da nossa fé. Thaciano ainda perdeu uma chance inacreditável, para nosso alívio. O Glorioso sentiu o golpe, mas não se entregou.
O LANCE QUE SÓ ACONTECE COM O BOTAFOGO
O relógio avançava, o empate parecia decretado. O torcedor já se preparava para a análise amarga de mais dois pontos perdidos em casa. Mas o destino, meus amigos, o destino vestia preto e branco nesta quinta-feira. Aos 50 minutos do segundo tempo, o inexplicável aconteceu.
Numa bola longa, desesperada, que parecia não levar a nada, o goleiro Gabriel Brazão saiu da área de forma atabalhoada. Em vez de dar um chutão para longe, ele acertou em cheio o seu próprio zagueiro, Luan Peres. A bola, como que guiada por Garrincha, Heleno e Nilton Santos, sobrou limpa, mansa, nos pés de Kadir. Sozinho, com o gol escancarado e a história à sua frente, ele só teve o trabalho de tocar para o fundo da rede. GOL! GOL DO BOTAFOGO! A explosão do Nilton Santos foi a catarse de uma torcida que nunca desiste.
ALÍVIO NA TABELA E FOCO NO PRÓXIMO DESAFIO
Este resultado é mais do que uma vitória. É um tanque de oxigênio. Com os três pontos, o Botafogo dá um salto na tabela e abre importantíssimos cinco pontos de distância para a temida zona de rebaixamento. Deixamos o Santos para trás, agora a apenas um ponto do Z4, para se preocupar com seus próprios problemas na Copa Sul-Americana contra o Universidad Central.
Para nós, a luta continua. Agora, é virar a chave. Não há tempo para comemorar. O foco total é na próxima quinta-feira, dia 23, quando enfrentaremos o Vitória, novamente no nosso caldeirão, em jogo atrasado da 4ª rodada. É mais uma final, mais uma batalha. E com o apoio da nossa gente e a mística que nos cerca, vamos para cima deles, Fogão! Botafogo é isso aí!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.